Religião e Política se discute?
Postado em 16/06/2010 por Alexandre
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Religião e Política se discute?
Bom, só faltou futebol pra ficar ainda mais polêmico.
Em tempo de política nos recordamos de ruas sujas, novas-velhas promessas, caras limpas e caras sujas, horário eleitoral gratuito, gente boa, gente que nem parece gente, santinhos, safadinhos, muitos carros adesivados, vários militantes com mais interesse em seus empregos (e de seus filhos) do que com a melhoria real do governo. Pra não trazer à memória as figuras que querem visitar nossos templos e, quem sabe, dar uma palavrinha “abençoada”, etc.
O intuito desse post é propor a reflexão a respeito do chamado à Igreja sobre ser luz e sal, em todos os âmbitos. Nossa visão como cristãos deve ser ampliada também no sentido político e precisamos de direção espiritual do Senhor para a alcançarmos.
Sem apologias a partidos verdes, azuis ou, sequer, vermelhos, acredito que devemos investir na sociedade como cristãos e isso se faz com cidadania, economia e sustentabilidade ambiental e social, e tudo isso é POLÍTICA. Mas temos de aprender como se faz, ainda não sabemos.
A Igreja universal (não a do Edir, mas todas as igrejas) possui um poder gigantesco. Isso precisa ser enaltecido! A autoridade do nome de Jesus deve ser aplicada. Não há, ainda, quaisquer associações ou grupos ecumênicos, ou céticos, ou ONGs que pelejam e somam tanto para o país. A igreja é a única instituição que contribui de maneira integral para o desenvolvimento humano, pois além de formar caráter, libertar, educar e gerar senso familiar, atua no âmbito do espírito, com salvação. É um trabalho 360º.
A Igreja busca dar ótimos frutos, o que é uma enorme bênção. Precisamos buscar eleger quem quer dar frutos bons também, sem metas individuais ou partidárias, visando poucos e seletos grupos. Spurgeon, o grande pregador do século retrasado dizia que “Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto”.
Há sede nos povos e, apenas uma Igreja saudável espiritualmente poderá saciá-la. Agora, imagine uma liderança saudável espiritualmente. É difícil até imaginar [pelo menos eu acho]. Mesmo com os berros de renovação política, onde promessas [antigas, mas com caras novas] surgirão aos montes.
Ausência de corrupção, zelo pelo meio ambiente, amor pelos mais carentes, equidade social com geração de empregos e educação, economia estável com menos impostos e, principalmente, temor ao Senhor. Assim, uma nação prospera.
Chegou junho e em menos de 1 mês teremos o início oficial das campanhas eleitorais no Brasil.
[Fique tranqüilo, não vou me eleger. Não vou pedir seu voto, nem pra mim, nem pra ninguém, rs]
Como Igreja, devemos buscar essa frutificação espiritual e, com a mesma sede, nos preocuparmos e orarmos para que pessoas que temam o Senhor assumam os cargos que nos representarão.
No período bíblico de Juízes, bem como no período mosaico e em algumas outras conjunturas do VT notamos como uma nação que possuía uma liderança temente ao Senhor era diferenciada. Em contrapartida, como a falta desse temor na liderança expunha o povo à idolatria imunda, à impureza e contaminação sexual e à heresia – pra não falar da pobreza e da maldição sobre o esses povos.
Jesus, por exemplo, ralou pra conseguir que seus discípulos entendessem que seu Reino não era físico, político, material. Ele queria ensinar princípios espirituais, aqueles que, verdadeiramente, devemos nos comprometer a entender.
Jesus lidou com escribas, fariseus, mestre da Lei, saduceus, essênios, resumindo e retirando a capa religiosa, Ele lidou com políticos.
E o que o Mestre disse a eles? Disse “O Filho do homem é Senhor do sábado” (Lc 6:5). Isso significa PODER. Se Ele é Senhor do Sábado, imagine do restante. Jesus é e está acima de qualquer lei ou regra moral, social, religiosa, futebolística e/ou política. E não para polemizá-la(s), mas para edificá-la(s) sobre o AMOR.
Se somos a Igreja, devemos nos preocupar com nosso caráter e com a influência de Jesus sobre ele. Às vezes, infelizmente, os caráteres permanecem imutáveis, seja numa liderança cristã, seja em todos os liderados, seja em toda uma congregação. E vida cristã deve refletir na política: mesmo os programas mais práticos de discipulado não podem deixar de abranger as diversas esferas da vida cristã: o social, o econômico, o político, o vocacional e a vivência de um cristianismo integral, a fé de segunda a sexta-feira continuam, talvez, sendo um vazio na tarefa de compartilhamento de conteúdo da Igreja.
Nessas eleições, como em nenhuma outra, preocupe-se com intensidade, sem partidarismo anti-ético. Em breve, a gritaria política chegará e devemos nos preparar com esmero e consciência.
Não eleja quem prometeu um quebra-molas para sua rua ou um lote para seu sobrinho. Eleja quem realmente terá interesse e cuidará de nossa nação e de nossa cidade com TEMOR AO SENHOR.
Não eleja cristãos ou pastores de grandes ou pequenas igrejas que sejam, sequer, suspeitos de nada. Devemos TEMER AO SENHOR, se eles não O temem.
Procure saber da vida dos candidatos. Pesquise sobre seus históricos de trabalhos sociais e políticos. Pesquise o histórico espiritual também, faz parte. E não tenha medo de arriscar! Creia que Deus te dará convicção. Muitas vezes, quando encontramos alguém que nos transmite segurança espiritual, somos pressionados a abandoná-lo por conta da inexpressividade de sua candidatura. Mas não podemos ter medo, devemos acreditar!
Você não encontrará nenhum candidato perfeito. Mas é possível encontrar pessoas que TEMEM A DEUS. E essa é nossa oração, como pastores que amam a Igreja, que amam a nação e que amam, acima de tudo, o Senhor.
Vamos nos tornar pessoas íntegras e honestas, cheias do Espírito Santo. Assim, poderemos um dia eleger pessoas assim, e, nesse momento, livres da hipocrisia, poderemos cobrar uma postura decente.
Deus abençoe,
Alexandre Duim


Pastor Alexandre, 1° Obrigado por discutir essa sugestão, é muito bom estar em uma igreja que ouve seus membros!!fico feliz
E claro já que eu gosto de polemizar por que não a política né!!!
Um assunto extenso e díficil de ser discutido ou até mesmo falado nas igrejas ou em qualquer lugar,mas um assunto que eu acho que é necessário pois temos que ter uma postura cristã em todas as áreas da nossa vida. Conscientizar o povo de Deus para essa questão, eleger pessoas que vão trazer mudanças para o cenário político (Que vontade de falar quem,kkkk ), porque estamos mesmo cansados daquelas velhas promessas e póliticas sem nexo, e já que somos o povo que faz a diferença tá aí uma chance!E como fala a mensagem “A Igreja busca dar ótimos frutos, o que é uma enorme bênção. Precisamos buscar eleger quem quer dar frutos bons também.”
Bons póliticos? Tem,e só procurar direitinho!!
Muito legal a iniciativa e valeu pelo aprendizado!
Deus abençoe, abraço!
valeu Yngrid, obrigado pelo post. vamos que vamos… always open